segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quem descobriu o Brasil?

Desde pequenos contam-nos que “Pedro Álvares de Cabral descobriu o Brasil em 22 de abril de 1500”. Mas o mais interessante de tudo isso é a história de como ele descobriu o Brasil: “Cabral estava contornando a África para chegar à Índia, quando chegou ao cabo da Boa Esperança foi pego de surpresa por uma tormenta que o levou até as terras do que hoje se denomina Brasil “. Uma coisa que sempre me intrigou foi à distância do Cabo da Boa Esperança até o Brasil, que, de acordo com o Google Maps, é de 8000 quilometros. Cabral, com todo seu domínio de ferramentas como o astrolábio e bússola, pôde navegar por meses sem saber se estavam perdidos. Mas isso não vem ao caso, o que quero falar é sobre quem realmente descobriu o Brasil.
Fenícios
Uma antiga lenda diz que os primeiros a buscar o nosso continente foram os fenícios. Grandes navegadores da antiguidade. Na obra Bibliotheca Historica, escrita no seculo 1a.C., fala sobre um capitão fenício que atravessou o “Oceano Ocidental” por volta do ano 500 a.C. e chegou a uma vasta terra de clima agradável e solo fértil.
Celtas?
No início da idade média existiam rumores de terras à Oeste que eram consideradas o paraíso na Terra, a imagem do Eden descrito na Bíblia, que os Celtas davam o nome de Hy Brazil, incrível não? Ninguém sabe ao certo da origem da palavra celta Brazil, alguns historiadores acreditam que vem da palavra barzil, que significa “ferro” ou pode ter vindo da palavra celta bress, que significa raiz. A lenda conta de um religioso Celta que no ano de 556 vai em busca do paraíso na terra em um currach, pequeno basco de madeira, que acabou encontrando a fabulosa terra de Hy Brazil, “cheia de bosques e grandes rios recheados de peixes”. Nenhuma evidência dessa visita dos celtas foi encontrada, mas a possibilidade não pode ser desprezada.
China?
No ano de 2001 foi descoberto na China um mapa datado de 1763 com uma inscrição a baixo “O Cartógrafo Mo Yi Tong copiou este mapa a partir de um original de 1418”, até aí nada de estranho, porém olhando o mapa podemos perceber com riqueza de detalhes todos os continentes, inclusive a Oceania e o continente Americano. Aí você me pergunta, “como?”.
No Século 15, enquanto a Europa tentava se destruir com espadas, flechas e pedras, na China já existia armas de fogo, foguetes, torpedos e navios que deixariam qualquer caravela portuguesa no chinelo. Zhong Di grande imperador da dinastia Ming construiu uma frota de 300 ba chuan “navio do tesouro” com 150 metros de comprimento. Essa armada fez varias viagens pelo oceano Índico, dentre elas a mais conhecida partiu de Nanquim em 3 de março de 1421 sob o comando de Zheng He. Contam que Zheng navegou pela costa da África e deu meia volta próximo à Tanzânia. Em 2002 Gavin Menzies lança uma teoria em seu livro “1421” de que Zheng contornou o Cabo da Boa Esperança e continuou chegando assim no Novo Mundo. Claro que essa teoria pode ser desmentida, porém com ela pode-se explicar alguns furos históricos como, por exemplo, o Planisfério de Fra Mauro, desenhado por um monge Italiano em 1459. Nele aparece a localização exata do cabo da Boa Esperança mais de 30 anos antes de seu descobrimento oficial por Bartolomeu Dias. Menzies acredita que esse monge copiou um mapa Chinês da época.
Foi por Portugal, mas antes de 1500?
Em 1882, foi publicado em Portugal um tratado assinado por Duarte Pacheco Pereira, que era desconhecido até então. Nesse tratado diz “No ano de Nosso Senhor de 1498, Vossa Alteza nos mandou descobrir a parte ocidental, passando a grandeza do Mar Oceano, (nome dado ao Oceano atlântico), onde é achada e navegada uma vasta terra firme, grandemente povoada”. Os historiadores acreditavam que essa terra seja o Brasil e a descrição sobre o povo citado nesse tratador, bate muito bem com a tribo aruaque, que estava em grande numero antes da chegado dos portugueses nas Terras tupiniquins.
Como todos sabem a história é feita pelos ganhadores e através de interesses e como tudo na vida é sempre bom olhar os dois lados da moeda e tomarmos a nossas próprias decisões. Isso se você já terminou o ensino médio é não precisa mais fazer nenhuma prova de história.
Bibliografia
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